VIGARARIA CALDAS DA RAINHA - PENICHE / PATRIARCADO DE LISBOA
AGENDA
26 de Fevereiro (I Domingo da Quaresma) - Óbidos
Procissão penetencial da Ordem Terceira pelas 15h00
Jovens adoram Cristo - Caldas da Rainha
Todas as segundas sextas-feiras do mês
Exposição do Santíssimo Sacramento com especial intenção pelos jovens (aberto à comunidade) na Igreja Paroquial pelas 21h30
NOTÍCIAS
Óbidos vive Solenidade da Padroeira Nossa Senhora da Graça
A comunidade paroquial de Óbidos celebrou a Festa de Nossa Senhora da Graça, Padroeira da Vila de Óbidos, com a realização da tradicional Eucaristia solene e bênção de bebés na Igreja Santa Maria, durante a noite de 2 de fevereiro, dia em que a Igreja celebra a Apresentação do Senhor e desafia os pais a apresentarem o seu filho para que Deus o proteja.
“Sempre me lembro da Festa se iniciar com a missa solene, mas foi com o padre Paulo Gerardo que começámos por fazer a bênção da luz e a procissão de velas”, revelou o diácono Raúl Penha.
Neste dia de Apresentação do Senhor está previsto liturgicamente as pessoas levarem as velas para serem benzidas e terem em casa para acender em qualquer aflição. O diácono de Óbidos explicou que “as velas são acesas em honra de Cristo, pois o velho Simeão reconhece nos seus braços Aquele que veio para ser Luz das Nações”. Os fiéis caminharam em manifestação de fé e esperança, entre a Igreja da Misericórdia e a Igreja de Santa Maria, simbolizando “a Igreja que caminha ao encontro de Cristo mas já guiada por Ele mesmo, Luz do mundo”, reforçou Raúl Penha.
Já na igreja matriz de Óbidos e diante a imagem da Padroeira Nossa Senhora da Graça, o pároco Paulo Gerardo, na homilia da celebração eucarística, salientou a importância dos pais na educação cristã dos seus filhos, declarando que “quando os pais e as mães decidem ter um bebé, é porque eles mesmo sem saberem foram cooperadores de Deus no comunicar a vida”. Para o responsável das paróquias de Óbidos, a primeira missão dos casais está na atitude de “fazerem do seu lar um santuário da vida, colaborando com Deus, sempre e em todo o lugar”, apelando ainda a que “não devem atentar contra a vida, apenas defendê-la em qualquer circunstância”.
O sacerdote transmitiu a beleza do amor conjugal na fé, e lançou fortes críticas à sociedade civil: “A visão de Deus, a visão que nos faz felizes, está bastante em contraste com aquilo que a gente vê na nossa sociedade, uma sociedade que não promove a vida nem a família, que muitas vezes é uma espécie de um fardo, porque é uma prisão que não deixa fazer outras coisas por causa dos filhos”.
Em seguida o presbítero fez uma oração comunitária e procedeu à bênção de alguns bebés e crianças de Óbidos ali presentes, de forma individual, convidando os pais a subir ao altar permanecendo junto dos mesmos. “Alguns pais por causa do frio acharam certamente mais prudente não vir”, apontou o pároco Paulo Gerardo como a principal causa da frágil participação dos bebés, aludindo às baixas temperaturas que se fizeram sentir ao longo da noite em Óbidos. No final da missa solene houve um lanche/convívio que juntou e aqueceu os paroquianos participantes nesta celebração festiva.
João Polónia/JORNAL DAS CALDAS
Paróquia das Caldas acolhe evento da Pastoral Familiar
O VII Encontro Mundial das Famílias (EMF) que irá decorrer em Milão de 30 de maio a 3 de junho foi o tema numa ação de dinamização na paróquia de Nossa Senhora do Pópulo das Caldas da Rainha, no passado dia 29, que juntou algumas dezenas de pessoas vindas de vários pontos do concelho, de Peniche e da zona de Alcobaça.
Com a organização do Setor da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa, este evento visava essencialmente apresentar as grandes linhas de força do VII EMF subordinado ao tema A Família, o Trabalho e a Festa. Os paroquianos ali presentes irão dinamizar nas suas próprias comunidades a reflexão e partilha das Catequeses Preparatórias, em sintonia com toda a Igreja que está empenhada na causa Família.
O JORNAL das CALDAS falou com o diácono José Paulo Romero que, com sua mulher, referiram o trabalho que têm vindo a desenvolver em toda a Diocese de Lisboa, abordando as várias formas que podem ser usadas para trabalhar estas Catequeses Preparatórias. Questões tão diversas como, “um projeto de vida necessário para uma caminhada a dois, a responsabilidade dos pais na educação cristã dos filhos, as novas situações que a família tem sempre de enfrentar, o apoio aos mais fragilizados, quer pela doença, quer pela solidão ou ainda pelas dificuldades económicas”, foram as grandes áreas da pastoral familiar abordadas nesta iniciativa.
O diretor do Setor da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa, diácono Romero, lançou um desafio aos presentes para que partam ao encontro dos outros,“batizados ou não, mas sempre mostrando uma grande disponibilidade e abertura de conforto, para que cada um viva os desafios que são exatamente os de cada família”.
“A Igreja tem dado provas de grande intervenção social”, salientou o representante, reforçando que “é pedido a cada um que, numa base testemunhal, se faça próximo, anunciando a boa nova que nos transforma e anima; sempre com grande empenho e alegria, no espírito de uma Nova Evangelização”.
O responsável deste setor diocesano acrescentou que “há verdades e circunstancias vividas que não se pode calar”, revelando que mesmo que “não possamos estar em Milão, estaremos em cada comunidade em perfeita comunhão com o Santo Padre Bento XVI neste encontro que, de três em três anos, reúne famílias de todo o mundo”.
No final do evento foram referidas várias datas em que a Pastoral Familiar da Diocese de Lisboa tem um especial envolvimento para a dinamização das famílias. O diácono Romero frisou que “não podemos enfrentar o ‘ano da fé’, proclamado recentemente pelo Papa, sem termos um verdadeiro projeto sobre a família no contexto atual”.
João Polónia/JORNAL DAS CALDAS
Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
O Papa Bento XVI convocou a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, um tempo de reflexão e oportunidade de encontro e oração, com o desejo de um“testemunho comum”, ao longo dos últimos oito dias, que a Paróquia Nossa Senhora do Pópulo de Caldas da Rainha viveu igualmente com especial atenção.
Com o tema ‘Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo, Nosso Senhor’, inspirado numa carta bíblica do apóstolo São Paulo, esta iniciativa teve como finalidade permitir que “a oração que o próprio Senhor fez na Última Ceia, cresça até se tornar um imenso, unânime grito de todo o povo cristão, que pede a Deus o grande dom da unidade”, salientou Bento XVI. Para o líder mundial da Igreja Católica, a unidade “plena e visível dos cristãos”, impõe “uma conversão interior pessoal e comunitária”.
O guião para as celebrações deste oitavário é composto por leituras bíblicas, comentários, preces e perguntas para reflexão, gerado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, juntamente com o Conselho Mundial de Igrejas. O documento foi elaborado por um grupo de trabalho composto por representantes da Igreja Católica Romana, da Igreja Ortodoxa e dos Antigos Católicos e Igrejas protestantes em atividade na Polónia.
Na igreja paroquial de Caldas da Rainha, os cristãos aprofundaram e meditaram o tema através das celebrações eucarísticas diárias com o auxílio da Palavra de Deus. Durante a noite do passado dia 20, os fiéis foram convidados a permanecer em silêncio interior e adoração, através da Exposição do Santíssimo Sacramento.
O padre Miguel Pereira, coadjutor da paróquia caldense, na sua homilia, realçou a importância da “oração intensa” na qual o próprio Jesus Cristo solicita a visualização do amor e a Sua “grande complacência” em cada um dos cristãos.“Andar com o Senhor Jesus há de ser e é sempre a nossa maior alegria”, apontou o sacerdote como a principal causa cristã, porque na Sua companhia“aprendemos dos seus gestos e palavras, a ter um coração semelhante ao seu”. É sobre esta certeza que habita o grande convite da Igreja “rezarmos por todos os nossos irmãos, para que o Senhor de todos faça um”, revelou o vigário paroquial de Caldas da Rainha. Segundo este presbítero, “a realeza a que somos chamados começa na pequenez dos pequenos atos”, através dos quais à imagem e semelhança de Deus “podemos fazer manifesto ao Mundo”.
Para que cada cristão possa realizar a missão que Deus lhe confia, “é necessário que abdiquemos dos nossos ‘cavalos de batalha’, das nossas guerras, para juntos podermos caminhar na presença de Deus”, apelou o padre Miguel, considerando ser um desafio fundamental para a vida concreta de cada um, no âmbito familiar e profissional. “É preciso que Jesus encontre em cada um de nós, um coração disponível para permanecendo na verdade, poder dispensar o que é dispensável”, e assim fazer caminho na unidade com aqueles que acreditam no mesmo Deus, referiu o sacerdote, afirmando também que é através especialmente do Ministério da Eucaristia que os membros da comunidade paroquial diariamente celebram Jesus Cristo ressuscitado, “para que cada um no mistério da sua morte possa ver a glória da ressurreição a quanto fomos chamados”. O presbítero reforçou o apelo aos cristãos à luz do diálogo religioso, “possamos assim anunciar na verdade mas também na humildade do coração este grande amor que o Senhor tem por nós, e guiados pela sua palavra, alimentados pelo seu corpo, consigamos caminhar na presença de Deus para com ele, uns com os outros percorrermos na fidelidade ao Pai”.
D. António Couto, presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, garantiu que as novas gerações são a principal fonte de energia do ecumenismo, defendendo o diálogo entre as várias Igrejas e comunidades em Portugal. “Há ainda muitos cristãos, mesmo católicos, que não estão mobilizados para a importância do ecumenismo, da abertura aos outros, para o acolhimento dos seus irmãos em Cristo”. O Prelado interessado na concentração de esforços em favor da unidade entre religiões considera que o método de trabalho apropriado,“tanto pode ser feito em conjunto como de forma repartida, em cada Igreja, chamando a atenção dos fiéis para estas questões”.
Para o responsável eclesiástico, a experiência do Fórum Ecuménico Jovem tem sido uma ferramenta fundamental na sensibilização das novas gerações, “penso que demos um salto muito grande e acredito que os jovens que vêm atrás vão mostrar uma nova dinâmica”, evidenciando estar mais abertos ao conceito de diálogo entre doutrinas.
O responsável episcopal ecuménico considerou que as várias comunidades ao longo dos tempos têm tendência a exteriorizar equilíbrios difíceis a manter, relacionados com o receio de cada Igreja perder a sua identidade própria, mas “as classes mais novas que vêm aí não vão estar tão preocupadas com isso, vão estar muito mais atentas a Cristo, àquilo que é comum e que nos une, do que aquilo que nos separa”, dando um testemunho muito útil à sociedade civil.
João Polónia/Jornal das Caldas
Bairro Senhora da Luz acolhe o canto do Akathistos
A comunidade do Bairro Senhora da Luz da Paróquia Santa Maria de Óbidos acolheu uma celebração litúrgica com o canto do Akathistos, um hino de louvor à Mãe de Deus entoado com o auxílio do Coro paroquial da Amoreira, no passado dia 30 de Dezembro.
O Akathistos é comum a todos os cristãos de rito bizantino, teve a sua origem na Igreja Oriental e é acolhido igualmente pela Igreja Católica como seu património vivo. Este hino existente há quinze séculos com designação grega significa «cantado de pé», pois os louvores do ministério que acontece em Maria são cantados nesta posição do princípio ao fim.
“Canta o mistério da encarnação salvífica do Verbo de Deus, desde a anunciação até à parúsia, contemplando a Virgem Mãe indissoluvelmente unida a Cristo e à Igreja”, explicou o diácono David Palatino, natural desta localidade do concelho de Óbidos. Composto pouco depois do Concílio de Calcedónia, o Akathistos apresenta em forma de síntese orante, “tudo o que a Igreja dos primeiros séculos acreditou e exprimiu sobre Maria, em declarações do magistério e no consenso universal da fé”, sublinhou o diácono recentemente ordenado por D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa.
Neste sentido, visto que a aldeia do Bairro vivia as festividades em honra de Nossa Senhora da Luz, e em vésperas da solenidade de Santa Maria Mãe de Deus (1 de Janeiro), os responsáveis desta comunidade paroquial consideraram que a oração estaria em consonância com o ambiente festivo desta altura.
A celebração colheu o agrado das cerca de 60 pessoas presentes, “agradecidas à Virgem Mãe pelo ano que findava e espantadas com a beleza desta composição mariana, que não pode deixar de nos fazer ‘tocar’ o mistério que se fez carne no seio de Maria”, revelou o diácono David Palatino.
João Polónia/Jornal das Caldas
Cardeal Patriarca inaugura ampliação da Igreja da Foz do Arelho
O sonho de diversas gerações da comunidade da Foz do Arelho, pertencente à Paróquia da Serra do Bouro está concretizado. D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa presidiu à Eucaristia de reabertura da Igreja Nossa Senhora da Conceição ao culto no passado dia 11, após nova ampliação promovida pelos membros da comunidade paroquial.
Passadas várias décadas, o sonho de dotar esta comunidade cristã com uma igreja digna e acolhedora permitindo a comunidade paroquial, realizar a acção litúrgica, capaz de ser suporte logístico para uma maior acção sócio caritativa, contribuir para o bem-estar da população e uma mais-valia para quem visita ou procura na Foz do Arelho um local de lazer e descanso, tornou-se finalmente realidade.
João Sá Nogueira, representante da Comissão da Igreja da Foz do Arelho, congratula-se pela presença do Patriarca de Lisboa, como “sinal da nossa comunhão com a Diocese e com toda a Igreja”.
Celebrando o 3º Domingo do Advento, Domingo da Alegria, D. José Policarpo na sua homilia questionou a assembleia presente sobre o verdadeiro conceito da alegria à luz da Palavra de Deus, pois através dela “podemos tocar, escutar e amar”. O Patriarca de Lisboa considera a alegria como um tesouro, “uma experiencia de amor, de nos sentirmos amados”, que brota nos cristãos, o desejo de “experimentar a plenitude da vida”. “Eu não amo para procurar a minha alegria, mas, amo para procurar a alegria do meu próximo”, manifestou.
O Pontífice afirmou que a sociedade vive num tempo em que as pessoas “andam loucamente à procura da alegria, por meios que não são necessariamente aqueles que levam a encontrar essa paz e harmonia, e na maior parte das vezes, acabam por encontrar a tristeza”. Ao longo dos 50 anos de sacerdócio, D. José Policarpo salientou que os casos que o impressionam mais e os quais teve mais dificuldade em ajudar a encontrar uma resposta, foram os das pessoas “mergulhadas na tristeza”. Neste sentido, o responsável da Diocese de Lisboa apelou a uma alegria, com experiencia enraizada na caminhada cristã.
Para além do prior Pe. Rui Gregório, concelebraram nesta celebração eucarística dois antigos párocos, padre Eduardo Gonçalves que acompanhou a comunidade durante 27 anos e o padre Diamantino Faustino que cimentou o trabalho realizado pelo seu antecessor, padre Carlos Azevedo ao aproveitar a dinâmica da visita da Imagem Peregrina no ano de 2000, recuperando a ideia de uma igreja nova, construindo a Comissão para a Nova Igreja. “São estes nossos quatro grandes amigos, os verdadeiros ‘arquitectos do imaginário’, responsáveis por terem incendiado a imaginação de outros construtores, fazendo que o sonho se tornasse possível”, revelou João Sá Nogueira. Através destes responsáveis da Igreja, “fomos capazes de ser do tamanho dos nossos sonhos, graças à vigorosa fé, à firme determinação e ao comum comprometimento”, reforçou ainda o representante da comissão.
O sonho foi idealizado pelo Arquitecto Fernando Fonseca que, não só ofereceu o projecto de arquitectura, como acompanhou a sua edificação; o Eng. José Capinha elaborou gratuitamente o projecto de estruturas e garantiu a fiscalização da obra; o empreiteiro geral Sociedade de Construções José Coutinho, engenheiros e encarregados, fornecedores e muitos trabalhadores anónimos deram o melhor do seu esforço. A Rosa Mística é o novo símbolo da comunidade cristã da Foz do Arelho, sinal de devoção à Virgem Imaculada Conceição. Este símbolo foi criado e oferecido por José Benard Guedes.
A Câmara Municipal de Caldas da Rainha fez-se representar fortemente nesta celebração eucarística solene, através do Presidente Fernando Costa, Presidente de Assembleia Municipal e seus vereadores. O responsável do Município elogiou a atitude da Comissão da Igreja na decisão da ampliação da Igreja da Foz do Arelho, como “a melhor opção”, face às dificuldades económicas que os portugueses atravessam. Fernando Horta, Presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho, sublinhou a importância da Igreja Católica na “componente mural”, reflexo de um bom empenho e equilíbrio na concretização dos projectos que implementa.
Marcaram presença outras entidades da vila da Foz do Arelho e do concelho das Caldas da Rainha, destacando o Centro Social e Recreativo e a Associação de Solidariedade Social, que na linha da orientação prestaram o seu contributo de forma empenhada e com grande disponibilidade.
O dia festivo terminou no Centro Social e Recreativo da Foz do Arelho com animação coral do grupo de crianças da catequese, projecção de um vídeo com imagens alusivas da comunidade cristã dedicadas à padroeira Nossa Senhora da Conceição, e lanche partilhado que reuniu grande parte da população local, paroquianos e convidados.
João Polónia/Jornal das Caldas
Igreja de Tornada acolhe as mais belas canções de Natal
O Grupo Coral dos Pimpões realizou um concerto na igreja paroquial de Tornada no passado dia 7, entoando as mais belas canções de Natal.
Vivendo o tempo litúrgico do Advento, a paróquia Nossa Senhora da Anunciação de Tornada proporcionou aos seus paroquianos e outros interessados, “um belo momento cultural, que enriqueceu e ajudou a uma melhor vivência cristã de preparação para o Natal”, salientou o pároco Pe. Rui Gregório.
Este coro misto surgiu em Setembro de 1999 com o propósito de conjugar um trabalho musical empenhado com um espírito lúdico, de forma a aproveitar as capacidades dos seus elementos que, em grande maioria, não possuem formação em música. O seu reportório ambiciona ser representativo da “variedade da música coral, integrando exemplos de música religiosa e profana, tanto popular como erudita, desde da Idade Média até aos nossos dias”, proporcionando “um equilíbrio entre a qualidade musical, a acessibilidade técnica e o próprio gosto dos seus elementos, de modo que o acto de cantar transmita felicidade e realização pessoal”.
O evento terminou com um lanche/convivo no Centro Pastoral de Tornada, juntando os intervenientes e público presente no concerto de Natal.
O Grupo Coral dos Pimpões fará o seu último concerto do ano, na igreja paroquial de Salir de Matos no próximo dia 16 pelas 21h30.
João Polónia/Jornal das Caldas
Diácono David Palatino exerce o seu ministério em Óbidos
O diácono David Palatino natural do Bairro Senhora da Luz exerceu o seu ministério pela primeira vez em Óbidos, na igreja paroquial de S. Pedro, no passado dia 4 celebrando o segundo Domingo do Advento.
“A nossa sociedade vive tempos em que é urgente cultivar a esperança, que encontra o seu fundamento na presença de Deus no meio de nós e que só os crentes podem ser testemunhas”. Foi através das palavras de D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca, declaradas nas ordenações diaconais em Lisboa, que David Palatino ao completar a oitava da sua ordenação de configuração a Cristo proferiu a primeira homilia, numa celebração eucarística participada por paroquianos dos concelhos de Óbidos e Caldas da Rainha.
Os cristãos neste tempo litúrgico são chamados a preparar a vinda de Jesus, “num tempo de esperança que deve sobretudo mover-nos para um horizonte mais alto, para o desejo do encontro definitivo com Deus”, referiu o novo diácono. “Não é propriamente o Advento que prepara o Natal, mas é o Natal que nos orienta para esse Advento, uma presença actual que promete e anuncia a vinda definitiva do Senhor”, reforçou David Palatino.
Segundo o jovem diácono, a Igreja e os crentes são sinal de contradição, grande parte da população não espera a vinda do Senhor, fica sem horizontes, abate a esperança, “mas nós somos chamados a não nos deixarmos cair perante a primeira dificuldade ou contrariedade, esta crise que abala a Europa que caiu numa espécie de ‘Cristofobia’, em que Cristo e os cristãos são colocados de parte”. “Vivemos esta esperança, porque o nosso olhar está posto em Deus, o nosso olhar não está colocado apenas naquilo que é terreno, mas vai direito ao céu”, salientou.
A Igreja vive este mês com especial dedicação a Nossa Senhora, David Palatino compara a “esperança cristã” com uma “mulher grávida, pois já tem dentro de si aquilo que espera”. “Enquanto muitos falam de crise, vivem em azáfama constante, nós somos colocados diante do Presépio, que através dos profetas nos apontam o caminho do Senhor”, sublinhou o jovem de Óbidos.O Natal para o diácono David Palatino é uma “bússola” com a finalidade de orientar a nossa expectativa, na certeza de concretizar também “em cada dia a vinda do Senhor”, conduzidos pelo silêncio de Maria.
O novo diácono da Diocese de Lisboa apela aos cristãos a estarem permanentemente vigilantes: “Somos chamados a ser transportadores desta alegria que nos move, deste Senhor que habita no nosso coração e que quer dar a conhecer aos outros, quer fazer presente também através do rosto concreto de cada um”.
David Palatino recebeu o primeiro grau do Sacramento da Ordem, “não por mérito próprio, não por ser melhor que os outros, apenas porque o Senhor ama o seu povo, e por isso constitui diáconos, presbíteros e bispos”.
João Polónia/Jornal das Caldas
David Palatino ordenado diácono
O David Palatino, da Paróquia de Santa Maria de Óbidos, foi ordenado diácono por D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos, no passado dia 27.
O jovem natural do Bairro Senhora da Luz é um dos três novos diáconos da Diocese de Lisboa ao adquirir o primeiro grau do Sacramento da Ordem e daqui a 8 meses será presbítero. Este sacramento “é uma experiência maravilhosa de que Deus age” na transformação dos homens, administrando-lhes o poder de operarem com a força de Deus, “de serem a expressão visível e sensível de que Deus não abandonou o seu Povo”, manifestou o Patriarca de Lisboa.
A celebração reuniu paroquianos das diversas Vigararias da Diocese, salientando-se a forte presença das comunidades dos concelhos de Óbidos, Caldas da Rainha e Peniche, no acompanhamento de David Palatino. Coube a alguns dirigentes do Agrupamento de Escuteiros de Óbidos a responsabilidade de prestar apoio neste acontecimento diocesano.
D. José Policarpo, na sua homília, apelou à “abertura do coração dos crentes a este dom de Deus”, na escuta da sua Palavra, com a convicção de que “só o amor transforma o mundo, com a simplicidade de travarmos as nossas lutas e percorrer os caminhos da vida”.
João Polónia/Jornal das Caldas
Vigília de Oração pelas Ordenações Diaconais em Óbidos
“É necessário que Ele cresça e eu diminua”. Foi apoiado na leitura segundo S. João, que o seminarista David Palatino lançou o tema da vigília de oração pelas ordenações diaconais realizada em Óbidos no passado dia 5.
Iniciada a Semana dos Seminários e integrado no programa de preparação pelas Ordenações Diaconais, foi celebrada uma Eucaristia presidida pelo padre Filipe Santos, Director Espiritual do Seminário S. José de Caparide em Lisboa, na Igreja Santa Maria de Óbidos, que contou com forte participação de crianças da catequese da comunidade interparoquial de Óbidos e Serra d’El Rei, e alguns seminaristas que deixaram o seu testemunho de preparação para o ministério sacerdotal.
À noite, a vigília vicarial juntou jovens e paroquianos dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche, e algumas comunidades de Lisboa, na igreja paroquial de S. Pedro, em oração pelos seminaristas que vão ser ordenados diáconos no próximo dia 27 pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo no Mosteiro dos Jerónimos. David Palatino, um dos tês jovens da Diocese de Lisboa, é natural do Bairro Senhora da Luz, concelho de Óbidos, e prepara-se para receber o primeiro grau do Sacramento da Ordem, que visa o serviço da caridade e da proclamação da Palavra de Deus. A celebração proporcionou a visualização de um vídeo com o historial fotográfico do seminarista David Palatino, cânticos de louvor e adoração ao Santíssimo Sacramento. Os presentes foram convidados a recolher um pequeno papel com o nome de um dos seminaristas, para assumir a responsabilidade de rezar por ele e de acompanhar a sua caminhada vocacional.
O seminarista David Palatino no seu testemunho salientou a importância da vivência no seminário que adquiriu nos últimos anos, como forma de resposta do seu ‘sim’,“preparando o meu coração para a missão”, a fim de “beber do cálice do Senhor e me consagrar todo a Ele”. O jovem afirma que este dom confiado por Deus é fruto da “gratuidade e pura obra do Senhor”, presente aos “homens através dos meus gestos e palavras”. “O Senhor configura o meu ser e a Sua missão, e eu torno-me Sua propriedade”, relevou David Palatino.
O seu ‘sim’ definitivo à vida de Deus, é uma “entrega por amor” aos cristãos, e através do “Evangelho pregado em palavras e obras”, pretende transformar a vida de cada pessoa.
João Polónia/Jornal das Caldas
O padre José Miguel Barata Pereira é o novo Reitor do Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais
Segundo Decreto publicado com data de segunda-feira.
21 de Novembro, o Cardeal-Patriarca de Lisboa D. José Policarpo nomeou o novo Reitor do Seminário dos Olivais que sucede ao Cónego Nuno Brás da Silva Martins, ordenado Bispo no passado Domingo.
O padre José Miguel Pereira exercia desde 2007 as funções de vice-reitor do mesmo seminário.
Patriarcado de Lisboa
Mensagem de D. Nuno Brás por ocasião da Ordenação Episcopal
Para maior glória de Deus.
É a Ele que, neste momento, quero louvar e, ao mesmo tempo reafirmar a minha inteira disponibilidade para servir, com todo o meu ser e durante todo o meu ministério.
Há 31 anos, foi guiado pela narração do chamamento de S. Mateus que percebi não dever hesitar, para deixar tudo por causa do amor que o Senhor Jesus continuava a ter pela imensa cidade dos
homens. Então, perguntava-me se seria capaz. Olhando do miradouro do Seminário de Almada para a nossa cidade de Lisboa, percebi que, confirmado pelos sacerdotes que se encontravam à frente do
Seminário, se o convite vinha do Senhor, tudo era possível.
Alguns dias atrás, foi o mesmo Senhor que, passando uma vez mais por mim, através do Sucessor de S. Pedro, o Papa Bento XVI, a quem sempre, e de um modo cada vez mais claro e firme, quero estar
unido na comunhão, na obediência e na escuta atenta do seu magistério, foi o mesmo Senhor quem me chamou a fazer parte do Colégio Apostólico.
Se, por um lado, tudo isto me causa espanto, mesmo temor, por outro não pode deixar de me maravilhar. Deus, com efeito, pode fazer mais, imensamente mais, connosco e por nós, que aquilo que
possamos sequer imaginar (cf. Ef 3,20). E se algum testemunho posso oferecer acerca da minha vida de cristão e de sacerdote, é esse de, em cada dia que passa, os dons da Graça divina saírem,
misteriosamente, ao meu encontro e, diante dos meus olhos, realizarem maravilhas que nunca poderia agradecer de um modo suficiente e perfeito ao Senhor, não fora o cálice da salvação que Ele
coloca nas minhas mãos, e a possibilidade de invocar o Seu nome (cf. Sl 116,13).
Na verdade, abandonado às minhas simples forças humanas, nunca seria capaz de agradecer plenamente a Deus a família onde nasci, unida e marcada na sua vida quotidiana pelos ritmos da fé; nunca
seria capaz de Lhe agradecer perfeitamente o milagre de tantos que persistem em oferecer-me o dom da sua amizade e o testemunho da fé; nunca seria capaz de Lhe agradecer os dias de trabalho nas
comunidades do Seminário e da Faculdade de Teologia, a franqueza do procurar, mas também o entusiasmo, a alegria e a completa dedicação a Deus e à obra evangelizadora, da parte de alunos e
membros das Equipas Formadoras e professores; nunca seria capaz de agradecer perfeitamente ao Senhor tudo o que recebi desta nossa Igreja de Lisboa e das comunidades onde exerci o sacerdócio
ministerial; nunca seria capaz de agradecer-Lhe plenamente os meus irmãos no presbitério, os dons da amizade e das inúmeras expressões de comunhão que, ao longo destes anos se foram traduzindo em
gestos bem concretos; nunca seria capaz de Lhe agradecer o dom dos mestres, sábios e amigos, que Ele colocou no meu caminho, em particular do nosso Patriarca, de D. Rino Fisichella e de D. Manuel
Clemente.
Olhando para trás, como outrora Pedro, e de uma forma muito humana, também agora me surge espontâneo: “Senhor, trabalhei a noite inteira, sem nada apanhar” (cf. Lc 5,5). Mas sei igualmente que,
aos meus ouvidos, ressoa o convite do Mestre, repetido no final do Jubileu do ano 2000 pelo Beato João Paulo II, como expressão da urgência evangelizadora que se apresenta diante da Igreja deste
novo milénio: “Duc in altum”, “faz-te ao largo”.
Caros irmãos,Pedi a Deus que também agora e pelo resto da minha vida, ajudado pela Graça divina e pela amizade, oração, encorajamento e colaboração fraterna de todos, eu seja capaz de responder
como S. Pedro: “in verbo tuo laxabo rete” – na Tua Palavra, por causa dela, e apesar de todas as minhas dificuldades e incapacidades; na Tua Palavra, com a ousadia da fé que só ela é capaz de
suscitar; na Tua Palavra lançarei as redes.
+ Nuno, Bispo Auxiliar de Lisboa
Mosteiro dos Jerónimos, 20 de Novembro de 2011
Alcobaça: Vigília de Oração pelas Ordenações Diaconais
Com o tema ‘Fiz-me tudo para todos, a fim de salvar alguns a qualquer custo’, o Mosteiro de Alcobaça acolheu a vigília de oração pelas ordenações diaconais, no passado dia 12.
Esta celebração vicarial foi presidida pelo padre José Miguel Pereira, vice-Reitor do Seminário Maior de Cristo-Rei dos Olivais, contou com a presença do pároco de Alcobaça, padre Carlos Jorge Vicente, e do seu antecessor, Francisco Cosme, que acompanharam o percurso do seminarista alcobacense, Duarte Morgado, que será ordenado diácono pelo Cardeal-Patriarca, D. José Policarpo, dia 27, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. A vigília proporcionou momentos de oração, cânticos de louvor e adoração ao Santíssimo Sacramento, teve forte participação de jovens e paroquianos das paróquias da Vigararia Alcobaça – Nazaré, das comunidades de Algés, Cruz-Quebrada e Ramada, de Lisboa e juntou os restantes ordinandos e um grupo de seminaristas da Diocese.
Duarte Morgado, no seu testemunho proferido nesta celebração, recordou os momentos da sua caminhada de preparação para sacerdócio: “As minhas questões foram e são as mesmas, mas aquilo que nos distingue, é que eu aceitei seguir Jesus através deste crescimento no seminário, onde vamos aprendendo a conformar o coração e a mente segundo os critérios de Deus”. A viver um “caminho de descoberta interior”, o seminarista confessa que o percurso não tem sido uma “luta fácil”, mas é certamente gratificada pela existência da “vontade e do amor de Deus”.
Região de Cister
Escuteiros inseridos no piquete dos Bombeiros Voluntários de Óbidos
Um dos projectos dos escuteiros de Óbidos está cumprido. Os caminheiros do Agrupamento 753 do Corpo Nacional de Escutas integraram as actividades no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Óbidos, no dias 28 e 29 de Outubro, vivendo a experiência de "ser Bombeiro" por um dia.
O serviço, a mística dos Caminheiros, a interação entre bombeiros e escuteiros, e a participação na instrução do Departamento de Salvamentos Especiais, foram os principais objectivos propostos pelos jovens do Clã 49, que já há vários meses tencionavam dinamizar esta actividade.
A permanência dos elementos da IV Secção no Quartel dos Bombeiros iniciou-se à noite com a formatura, seguida de verificação e explicação das funções de cada veículo.
No dia seguinte, após a rotina anterior, "foram-nos mostrados vários métodos para apagar fogos florestais e urbanos, onde tivemos a possibilidade de vestir os fatos usados nestas situações e participar nas simulações", referiu o caminheiro Paulo Nunes. O "Grande Ângulo" foi a actividade mais desejada, pois serviu para a aquisição de conhecimentos, com a possibilidade de "testar a nível prático, como actuar nas diversas situações", revelou ainda o jovem caminheiro.
Para este grupo escutista, o balanço desta iniciativa "foi bastante positivo em todos os aspectos, deixando até aquele 'bichinho' de querer ser bombeiro", a aprendizagem foi bastante rica e "sentimos que é possível fazer mais pelos outros, afinal é isto que é ser Bombeiro e Escuteiro", sublinhou Paulo Nunes.
João Polónia/Jornal das Caldas
Cardeal-Patriaca inaugura centro pastoral em Alfeizerão
O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, procedeu à bênção e inauguração do Centro Comunitário Pastoral José Nazário, localizado no Casal Pardo, em Alfeizerão no passado dia 6.
José Nazário, natural do Casal Pardo, ofereceu o terreno e a construção deste edifício, que integra um centro de convívio para idosos e um espaço para catequese, equipado com 6 salas e um recinto polivalente, destinado a crianças das comunidades do Casal Pardo, Casal Velho e Valado de Santa Quitéria, inseridas na Paróquia de São João Baptista de Alfeizerão. A obra teve o valor de 260 mil euros e abrange uma área de 530,00 m2.
D. José Policarpo, referindo-se às novas valências do centro pastoral, desafiou o pároco Joaquim Vieira Gonçalves a pôr as “crianças a contactar com as pessoas idosas, fazendo sentir a beleza do amor”. O Cardeal-Patriarca elogiou o contributo de José Nazário como conterrâneo, dando “um exemplo que hoje em dia é muito difícil de encontrar”, que é utilizar os seus bens e rendimentos “com o destino que esteja de acordo com ‘o coração que vê’, pois é preciso que estes exemplos sejam semente de uma sociedade nova”.
Para o Patriarca de Lisboa, a grande crise que o País atravessa deveria ser solucionada com “a capacidade de partilhar não apenas o seu discurso, mas partilhar aquilo que são capazes e podem fazer, assim a solução era fácil”, mas com a perda deste hábito “precisamos cada vez mais de ser uma sociedade solidária”.
Paulo Silveira, em representação da comissão de obras referiu que sempre foi desejo de José Nazário fazer a ligação entre jovens e idosos num projecto cristão. Este membro elogiou a postura do benfeitor José Nazário caracterizando com “uma generosidade do tamanho do mundo, que se irá perpetuar ao longo dos tempos nesta terra” pelo suporte da totalidade dos custos.
Para o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio, foi graças a José Nazário que este projeto “concretizou o sonho de várias gerações”. O responsável do município apelou que “efectivamente, nós precisamos de arranjar espaços de contacto intergeracional”, com a necessidade de integrar os mais velhos na aprendizagem e interação dos meios de comunicação e multimédia, e os mais novos na recuperação de “valores importantes, de honra, de família, de palavra, que é urgente incutir nas gerações mais jovens”.
José Nazário visivelmente emocionado e bastante grato em ver um sonho edificado, salientou o empenho dos responsáveis que com ele idealizaram este edifício, e os que o ajudaram a pôr em prática, tão ambicionado pela população do Casal Pardo, onde pretende que “crianças e adultos se tornem bons cristãos e bons cidadãos”. O benfeitor desta obra agradeceu a comparência das diversas entidades e instituições, sublinhando a presença indispensável do Cardeal-Patriarca na inauguração desta casa.
A comunidade da zona pastoral do Casal Pardo da Paróquia de Alfeizerão aproveitou este acontecimento para celebrar os 50 anos de ordenação sacerdotal de D. José Policarpo, num jantar convívio no Salão da Associação Recreativa do Casal Pardo, onde juntou grande parte da população local.
João Polónia/Jornal das Caldas
Cardeal-Patriarca termina celebrações do jubileu sacerdotal
No dia da dedicação da Sé patriarcal, D. José Policarpo presidiu a uma eucaristia na Catedral de Lisboa, no encerramento das comemorações do seu 50º aniversário do jubileu sacerdotal.
A celebração contou com a participação de grande parte dos bispos portugueses e muitos sacerdotes diocesanos.
O Patriarca de Lisboa afirmou na sua homilia: “Ajudaram-me a sentir de novo a alegria do meu sacerdócio, a descobrir outra vez que a razão de ser dele é a Igreja e reconduziram-me ao amor por esta Catedral onde, há cinquenta anos, tudo começou”.
Ao longo dos cinquenta anos de ministério apostólico, D. José Policarpo confessou que sempre se sentiu ligado à Catedral, onde foi consagrado sacerdote. Este responsável considera que a Sé é “um dos símbolos marcantes da caminhada da Igreja no tempo, sinal rico de doutrina, pois nos abre para o ministério do tempo como lugar onde Deus congrega o Seu Povo”.
O Patriarca salientou que este templo indica a união do presbitério, “do Bispo com os presbíteros, que têm espelhar na sua unidade de comunhão, a unidade que querem construir em toda a Igreja diocesana”. “Não há lugar para autonomias: a Liturgia como modo de celebrar, a proclamação da Palavra, sobretudo na Homilia, as prioridades pastorais decididas para toda a Diocese, serão possíveis nesta busca da unidade que, no fundo, é procurar sermos todos um só, com Cristo, o templo definitivo de Deus”, avançou.
Grato pela presença de diversos bispos de outras dioceses nesta celebração, o cardeal-patriarca de Lisboa realçou que “uma Igreja comunhão só o será verdadeiramente se estiver em comunhão com outras Igrejas e ao abrirmo-nos a essa dimensão universal sentimos a força interpelante e unificadora do Sucessor de Pedro, a quem Jesus pediu que confirmasse sempre a Sua Igreja na unidade da fé e da caridade”.
D. José da Cruz Policarpo nasceu a 26 de Fevereiro de 1936 em Alvorninha, concelho de Caldas da Rainha. Sacerdote desde 15 de Agosto de 1961, foi ordenado bispo em 1978 e é Patriarca de Lisboa desde 1998, após a morte de D. António Ribeiro. D. José Policarpo foi constituído cardeal por João Paulo II em 2001 e participou no conclave de Abril de 2005 que elegeu o atual Papa Bento XVI.
As comemorações do jubileu sacerdotal do cardeal-patriarca finalizaram no Seminário dos Olivais, com um jantar convívio reunindo todo o clero presente.
João Polónia/Jornal das Caldas
Sexagésimo Aniversário da Dedicação da Igreja Nossa Senhora da Conceição
A Igreja Nossa Senhora da Conceição de Caldas da Rainha comemorou os 60 anos da sua dedicação, no passado dia 21 de Outubro.
Este dia de celebração festiva teve o grau máximo e proporcionou à comunidade cristã, momentos de ação de graças, com a celebração de uma missa de manhã, adoração do Santíssimo Sacramento durante
o dia, recitação comunitária do Rosário e Eucaristia solene seguida de convívio paroquial.
Na homilia da celebração eucarística solene, o Pároco cón. Joaquim Duarte salientou a importância do verdadeiro sentido da Igreja, afirmando que “é efetivamente Mãe, nela nascemos e
nos gerou pela fé como esposa amada”. Esta Solenidade“concentra em si e nesta casa, um significado muito particular, sobretudo uma ação divina e espiritual, que é o mistério da
igreja, o nosso mistério de membros de Cristo”, acrescentou o sacerdote.
O padre Joaquim Duarte celebra no próximo dia 28 de Outubro, os 10 anos ao serviço da Paróquia Nossa Senhora do Pópulo de Caldas da Rainha. Com a aproximação desta comemoração, o presbítero conta
que no início da sua ação apostólica na comunidade“não tinha tão ao vivo esta experiencia de diversidade de pessoas, onde há gente boa e santa, umas mais no início de caminhada e outras
com hesitações na ordem da fé, mas é na verdade a Igreja viva”.
Uma das novidades desta comemoração foi a concretização de uma exposição com fotografias e alguns documentos expressos com a história da Igreja Nossa Senhora da Conceição, onde ficará patente
durante mais algumas semanas no Centro Paroquial (junto ao bar).
O dia terminou com um espaço de convivência dedicado aos paroquianos no Auditório do Centro Paroquial, onde juntos desejaram recordar e festejar os 60 anos da sua igreja matriz, assistindo a
diversas actuações lúdicas, representadas essencialmente por crianças e jovens da comunidade paroquial.
João Polónia/Jornal das Caldas
Início do novo ano escutista em Óbidos
O Agrupamento 753 de Óbidos do Corpo Nacional de Escutas iniciou o Ano Escutista 2011/2012 com o tema «Escuta de Verdade» nos dias 8 e 9 de Outubro. A celebração eucarística dominical presidida pelo padre Ivo Santos na igreja paroquial de S. Pedro em Óbidos assinalou o arranque solene das atividades.
Apoiado na liturgia, o assistente adjunto do agrupamento de Óbidos, na sua homilia dirigiu-se aos elementos mais novos referindo que “Jesus convida-nos para vários banquetes, estar nos escuteiros, obedecer aos chefes, fazer tudo aquilo que Jesus e Baden Powell nos diz, deixa-nos muito felizes”. “Ele faz este convite a todos, dá liberdade de escolha a cada um, mas nós aceitámos o Seu convite e estamos aqui hoje, é importante que cada vez que Jesus nos chame, dizermos sempre que sim”, apelou o novo presbítero Ivo Santos.
O sacerdote recordou a sua viagem em missão a África que fez o ano passado, a uma povoação perto de Angola, para transmitir que apesar das circunstâncias de pobreza, havia anos em que existia abundância de colheitas e noutros anos a escassez de alimento, devido às condições climatéricas, no entanto a população sabia sobreviver sem passar fome, agradecendo a Deus o pão de cada dia. “Nós que somos escuteiros temos de aprender a trabalhar com poucos recursos, mas também com muito material, e na nossa vida às vezes sentimos mais dificuldades, aprendemos a viver assim mas também com muitas coisas”, salientou o padre Ivo, acrescentando que “é importante saber agradecer a Deus por aquilo que Ele nos dá, mesmo que seja menos do que aquilo que gostaríamos de ter”.
O Chefe de Agrupamento, Carlos Nunes, definiu os objetivos para o novo ano escutista que se inicia em Óbidos, destacando a progressão individual de cada elemento, no seu crescimento como homem e como escuteiro. “Com o ‘aprender fazendo’ levá-los a serem agentes do seu auto-conhecimento e a desenvolverem as capacidades e competências, numa palavra – fazer escutismo”, realçou o dirigente. Para levar a cabo este propósito, o agrupamento já tem um espaço para montar um ‘campo escola’ onde as secções possam ter disponíveis em permanência madeiras para construção, entre outros materiais necessários à vida em campo. A direção pretende realizar também atividades com outros agrupamentos, partilhando assim experiências e conhecendo outras realidades. Para a chefia deste agrupamento, a formação “será sempre um objetivo presente, não só a dos elementos, mas também a dos adultos, temos já prevista a participação no Encontro de Guias do Núcleo do Oeste, referente às diversas secções, vamos enviar um candidato a dirigente a CIP (Curso de Iniciação Pedagógica), e para este triénio, apostar também na formação de nível II para alguns Dirigentes”.
O Agrupamento 753 de Óbidos pretende concretizar algumas parcerias com entidades locais, como Bombeiros, GNR, Câmara e Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos.“Os Bombeiros vão ser nossos parceiros na formação, estamos a trabalhar com a Câmara Municipal num protocolo para nos cederem um espaço para a nossa futura sede, e com a Escola estamos muito entusiasmados em participar no projeto «A Escola na Horta»”, afirmou o chefe Carlos Nunes.
Carlos Manuel Brás Nunes é, desde o passado dia 3 de Setembro, o novo Chefe de Agrupamento dos Escuteiros 753, de Óbidos. O Dirigente vive, atualmente, na Usseira, concelho de Óbidos, é casado e tem três filhos, os quais também estão inseridos neste movimento escutista.
João Polónia/Jornal das Caldas
Abertura do Ano Escutista nas Caldas
O Agrupamento 337 de Caldas da Rainha, pertencente ao Corpo Nacional de Escutas, iniciou as suas actividades no passado Sábado, 15 de Outubro, pelas 14.30h, na sua Sede, nas Águas Santas.
Após algumas conversas entre muitos escuteiros que já não se viam há algum tempo, o Chefe de Agrupamento, Francisco Ribeiro, proferiu algumas palavras de motivação e de apresentação deste novo ano, reforçando a ideia da necessidade de mantermos a dinâmica apresentada até então. De seguida, procedeu-se à leitura das Ordens de Serviço nº1 e 2, nas quais constam a constituição das equipas de animação para o próximo e os elementos que fizeram a sua passagem de secção, respectivamente.
Na sequência destas leituras, realizaram-se as tradicionais passagens de secção, envoltas num misto de alegria e tristeza, pois para muitos foi o deixar uma secção que em muito os marcou. O momento seguinte foi reservado à entrega de insígnias (noites de campo e progresso pessoal) a reunião de Secção.
Pelas 19h, o Agrupamento voltou a reunir-se junto à Igreja de Nossa Senhora da Conceição para participar na celebração da Eucaristia.
A noite foi reservada para as Secções continuarem a planear o seu ano, através das mais variadas formas: dinâmicas de reflexão, jogos de integração, raid’s pela zona envolvente, entre outros.
A manhã de Domingo iniciou-se com uma oração em agrupamento, de seguida de pequeno-almoço por Secção. A restante manhã foi também passada em secção, para ultimar os últimos pormenores para que este ano seja melhor que o anterior.
Jornal das Caldas
Jovens da Paróquia de Caldas da Rainha representam peça de teatro de rua
O Grupo de Jovens da Paróquia Nossa Senhora do Pópulo fez uma representação de uma peça de teatro, na rua Padre António Emílio, junto ao Hemiciclo João Paulo II, nas Caldas da Rainha, no dia 15 de Outubro.
Com o título, «há viagens que escolhemos, há viagens que nos escolhem», esta peça de teatro tem a autoria de José Tolentino Mendonça e foi escrita para a comemoração da Festa da Conversão de S. Paulo em 1998.
Tânia Soares, uma das jovens que interpretou esta peça, referiu o principal objectivo deste evento: “A intenção maior de trazer esta peça para a rua vem ao encontro da necessidade urgente de refletir sobre a postura e os hábitos da sociedade, que se têm vindo a verificar”. A jovem considera que “grande parte das comunidades de hoje torna-se prisioneira das suas vontades, acabando por se desviar da Verdade do Pai celeste e da Vida que Jesus crucificado nos traz na Eucaristia”.
Um dos diálogos da peça ilustra um cenário entusiasmante e bastante atual, ao dizer que “ao longo da muralha que habitamos, há palavras de morte, mas há palavras de vida”. É nestas “palavras de vida” que os membros do grupo de jovens da paróquia de Caldas da Rainha pretendem pôr em prática as afirmações do Papa Bento XVI, apelando à sociedade a necessidade de “uma nova geração de apóstolos, enraizados na Palavra de Cristo, dando resposta aos desafios do nosso tempo, concentrados e preparados para anunciar o Evangelho por toda a parte”.
João Polónia/Jornal das Caldas
Caldas da Rainha acolhe Imagem de Nossa Senhora de Fátima
A Paróquia de Nossa Senhora do Pópulo acolheu uma celebração festiva dedicada a Nossa Senhora de Fátima, realizando Eucaristia solene e procissão de velas presididas pelo pároco Joaquim Duarte nas Caldas da Rainha, no dia 8 de Outubro.
O sacerdote pretendeu com esta celebração “reunir os cristãos simbolicamente à Mãe de Deus através da presença desta sua imagem, para saborear essa felicidade nos caminhos terrenos, também nos caminhos de sofrimento e de luta, conduzidos pelo próprio Espírito de Deus, pela força do amor que está semeado nos corações de todos nós Batizados”.
A liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum utiliza a imagem do “banquete” para descrever esse mundo de felicidade, de amor e de alegria sem fim que Deus quer oferecer a todos os seus filhos. Acolher o convite de Deus e participar nesse “banquete” é aceitar viver em comunhão com Deus. Desta comunhão resultará, para o homem, a vida em abundância.
O cónego Joaquim Duarte na sua homilia, segundo a parábola dos convidados para o banquete, referente à expressão “muitos são os chamados, poucos os escolhidos”, afirmou que “Deus faz-nos uma interrogação amorosa, é a palavra do Senhor um dos grandes motivos essenciais da festa que celebramos hoje na companhia de Nossa Senhora”. “Tudo isto está respondido de uma forma maravilhosa que representa esta imagem, que mesmo antes de ser a imagem de Fátima, já havia Nossa Senhora há 2000 anos e era uma mulher comum numa família humilde de Nazaré, que foi catequista de Jesus”, salientou o sacerdote. Neste sentido, o presbítero menciona o tom desta peregrinação, “cuidarmos todos da evangelização e deixarmo-nos evangelizar, crianças, adolescentes, jovens, adultos, casais, idosos e doentes, porque o que precisamos verdadeiramente é mais base para vivermos a fé através da Palavra de Deus”.
Após a Eucaristia celebrada na igreja paroquial, os cerca de meio milhar de fiéis acompanharam a imagem de Nossa Senhora de Fátima, transportada pelos Bombeiros Voluntários de Caldas da Rainha em procissão de velas, percorrendo as ruas da cidade caldense. Os movimentos da paróquia de Caldas da Rainha tiveram participação ativa na condução e dinamização do Rosário de Fátima, meditando e entoando cânticos de louvor a Maria.
João Polónia/Jornal das Caldas
Jovens da Paróquia de Caldas testemunham Jornadas Mundiais da Juventude
Dois meses após as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), os jovens da paróquia Nossa Senhora de Pópulo de Caldas da Rainha testemunham a participação neste evento mundial diante o Papa, realizado no mês Agosto em Madrid.
Depois de um ano repleto de atividades em angariação de fundos para ajudar as despesas da viagem, os Jovens das Caldas iniciaram a sua caminhada apenas com a certeza de que iriam estar perto do Santo Padre com a possibilidade de conhecer gente de todo o mundo, partilhando os valores cristãos.
Fazendo o balanço da participação nas JMJ, Ricardo Fernandes, um dos membros do grupo de jovens da paróquia de Caldas da Rainha, considerou que foi o momento mais importante de vivência de fé e comunhão com Deus que teve no seu percurso cristão, declarando que “senti-me completamente amado por Deus clemente, amigo, misericordioso e sempre disposto a lutar por nós, mesmo quando não lhe damos a devida atenção”.
Apesar de uma semana agitada repleta de sacrifícios, onde, por vezes o corpo já dizia que queria desistir, o jovem de 19 anos salientou que a fé lhe dava força para ultrapassar as dificuldades: “Parecia existir uma sede imensa, quanto mais aprofundássemos a fé e mais convivesse-mos com todos os outros cristãos, ia crescendo e levava-nos a procurar a fonte que é a Trindade Santa”. Durante os dias que permaneceu em Madrid, Ricardo passou por diversas circunstâncias, tais como, situações de impotência, felicidade, tristeza, reflexão, encontro com Deus, compaixão, solidariedade, temor e amor, que lhe proporcionaram um “salto na vida de cristão”, na forma como olha para o próximo e todos os que lhe rodeiam.
Considerando as JMJ como “um mundo novo” e “uma preparação para tentar viver uma vida santa”, Ricardo Fernandes revelou que a verdadeira missão começou quando regressou das JMJ e não enquanto lá esteve.
Marta Pina, caminheira no Agrupamento de Escuteiros 337 de Caldas da Rainha, representou o movimento em conjunto com mais dois pioneiros, no grupo de jovens que rumaram a Madrid a fim de participar nas JMJ. Ser escuteira facilitou-lhe apenas a rápida integração a um lugar diferente, dormir em qualquer lugar que surgisse, tomar banho de água gelada, aguentar elevadas temperaturas e caminhar muito.
Apesar destas vantagens, “a adaptação é sempre mais difícil, quando se tem mais objetivos que aqueles que o próprio corpo aguenta, havia muita gente a querer o mesmo que nós aproveitando a experiência ao máximo”, explicou a jovem Marta. O momento mais marcante para a escuteira foi a realização das Catequeses com a presença de D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, em conjunto com os bispos portugueses, “senti que estava ali para o que tinha ido e que, com toda a certeza iria poder concluir o meu grande objetivo”. Esta oportunidade abriu-lhe o coração para poder partilhar, posteriormente, todos os momentos das Jornadas com o Papa Bento XVI. Marta Pina salientou a importância da assistência portuguesa no evento juvenil, “é fantástico que num lugar com tantas pessoas, nos consigamos sentir em casa com 10 mil portugueses presentes”. A caminheira caldense referiu uma das expressões utilizadas pelo Santo Padre em Madrid «o mais difícil é viver as Jornadas em nossas casas», foi baseado nesta afirmação que a jovem Marta Pina agora trabalha - evangelizar e espalhar o que trouxe das JMJ é o seu grande novo objetivo.
Coube ao padre Miguel Pereira, vigário paroquial nas paróquias de Caldas da Rainha e Coto, acompanhar este grupo de 35 jovens às JMJ a Madrid. Para o sacerdote, o objetivo inicial da sua viagem passou pela integração do que iria encontrar nas Jornadas, para “servir o melhor possível” a sua paróquia. A sua experiência de missão passou também por exercer a função de Capelão dos Voluntários Internacionais nas JMJ, o qual representou sozinho o nosso país. Concretizado um ano de ministério apostólico, o jovem padre de 26 anos, natural de Atouguia da Baleia, concelho de Peniche, ao ser nomeado capelão de voluntários, conduziu a oportunidade de viver momentos espirituais bastante ricos.
Referente a esta dupla vocação em Madrid, o padre Miguel considera “muito boa e renovadora”, embora realce ter regressado “muito cansado fisicamente”. Na experiência espiritual, enquanto administrou a sua ação sacerdotal para o Sacramento da Reconciliação, afirmou, “confessei muita gente, talvez cerca de 150 pessoas, mas outros sacerdotes foram passando por lá e também ouviram em confissão muita gente, durante horas e daí percebe-se a vivência de fé que estes jovens fizeram”.
Na sequência desta ‘aventura eclesiástica’, o presbítero Miguel Pereira, da Diocese de Lisboa, iniciou uma corrente de oração mundial pelo Santo Padre, que consiste em rezar 100 Terços pelo Papa até às próximas Jornadas Mundiais da Juventude, que vão decorrer no Rio de Janeiro em 2013. O blog ‘100 Rosaries For The Holy Father’ (100 Rosários pelo Papa) está disponível em www.rosarywaytorio.blogspot.com, e consiste numa ação conjunta com uma jovem polaca, que desempenhava as funções de sacristã nas JMJ em Madrid, e parte de um grupo de voluntários internacionais, dinamizado na rede social Facebook.
João Polónia/Jornal das Caldas
D. Nuno Brás vai ser ordenado Bispo a 20 de Novembro
O recém-eleito Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Nuno Brás, vai ser ordenado no dia 20 de Novembro, Domingo da Solenidade de Cristo Rei, às 16h, numa celebração presidida pelo Cardeal-Patriarca de
Lisboa, D. José Policarpo, no Mosteiro dos Jerónimos.
Vão ser, ainda, bispos co-ordenantes, o Arcebispo italiano Rino Fisichella, Presidente do Conselho Pontifício para Promoção da Nova Evangelização e que foi professor de Teologia Fundamental em
Roma do, então, padre Nuno Brás, e D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, originário do clero de Lisboa e antecessor de D. Nuno na função de Reitor do Seminário Maior de Cristo Rei dos
Olivais.
Patriarcado de Lisboa
Cónego Nuno Brás nomeado Bispo Auxiliar de Lisboa
O Papa nomeou esta segunda-feira, 10 de Outubro, o cónego Nuno Brás como novo Bispo Auxiliar de Lisboa, revelou a Nunciatura Apostólica em Portugal. Bento XVI atribuiu ao mais recente membro do
episcopado português o título de Bispo de Elvas.
Membro do presbitério de Lisboa, D. Nuno Brás é actualmente reitor do Seminário dos Olivais, consultor eclesiástico, membro do Cabido da Sé Patriarcal, professor da Universidade Católica
Portuguesa e director do Departamento de Comunicação do Patriarcado e do Jornal diocesano, ‘Voz da Verdade’.
D. Nuno Brás da Silva Martins nasceu no dia 12 de Maio de 1963, sendo natural da paróquia do Vimeiro, concelho da Lourinhã, Diocese de Lisboa. Foi ordenado sacerdote a 4 de Julho de1987, no
Mosteiro dos Jerónimos, pelo Cardeal D. António Ribeiro.Assumiu funções de coadjutor na paróquia dos Anjos, fez parte da equipa de formação do Seminário dos Olivais e foi redactor do Jornal ‘Voz
da Verdade’, assumindo depois as funções de director deste semanário diocesano, entre 1995 e 2003.
Exerceu funções de docente na Universidade Católica de Lisboa e foi consultor eclesiástico do Conselho Presbiteral, tendo feito também parte da Comissão Diocesana do Diaconado Permanente. Em 2002
é nomeado reitor do Pontifício Colégio Português de Roma e, em 2005, regressa à Diocese de Lisboa como reitor do Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais. Foi instituído cónego em 2006, no dia
da Solenidade do Mártir São Vicente, padroeiro da diocese.
Em Setembro de 2010, D. Nuno Brás assume o Departamento de Comunicação do Patriarcado de Lisboa e já este ano, em Janeiro, regressa à direcção do Jornal diocesano, ‘Voz da Verdade’.
É doutorado em Teologia, tendo publicado a tese ‘Cristo, o Comunicador Perfeito: Delineamento de Uma Teologia da Comunicação à luz da Instrução Pastoral Communio et Progressio’, pelas Edições
Didaskalia, da UCP.
Patriarcado de Lisboa
Paróquia de Caldas da Rainha apresenta nova equipa sacerdotal
(Foto João Polónia)
A Paróquia Nossa Senhora do Pópulo de Caldas da Rainha marcou o início do Ano Pastoral 2011/2012 com uma celebração eucarística em união aos três padres, na Igreja Nossa Senhora da Conceição, dia 25 de Setembro. Os motivos desta data festiva assinalaram o primeiro ano de ministério sacerdotal do padre Miguel Pereira, a tomada de posse do padre Luís Pedro na paróquia de Santa Catarina, no dia em que assume também a função de coadjutor na paróquia de Caldas e os dez anos de pároco que o cónego Joaquim Duarte comemora este mês.
O padre Luís Pedro desempenhou a última década da sua ação sacerdotal ao serviço da Diocese de Santarém. O ano passado, o sacerdote transferiu-se como colaborador para a paróquia de Caldas da Rainha, a título expresso de D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, o qual este ano nomeou-o como vigário paroquial, juntando-se assim na mesma tarefa apostólica ao padre Miguel Pereira, exercendo o seu ministério eclesiástico também na paróquia do Coto.
O cónego Joaquim Duarte na sua homilia, apoiado na liturgia dominical, destacou aimportância da descoberta e vivência da vontade de Deus, “Deus tem uma vontade de bem sobre todos e cada um de nós, pois é nessa certeza de fé que havemos de fazer caminhada de resposta no sentido do sim”. Neste sentido, o presbítero realça uma consequência imediata, “a responsabilidade através da resposta pessoal insubstituível”, segundo a parábola dos dois filhos designados a trabalhar na vinha do Senhor, retratada no Evangelho segundo S. Mateus, “a partir destas duas pessoas podemos nos identificar com cada uma delas, sendo por isso o resultado da nossa forma de resposta, à escuta da vontade de Deus”. O sacerdote apelou que os cristãos não podem deixar que esta palavra seja simplesmente um episódio, “é permanente e requer uma atitude na procura da vontade de Deus e a alegria de lhe responder, não somos obrigados a nada, temos é o dom e a felicidade de poder perceber os desígnios de Deus e por isso responder com amor”. O presbítero revelou ainda que com o auxílio do Pai no feliz percurso cristão, “somos chamados a fazer um trabalho de comunhão e ligação, e não simplesmente cada um ter a sua religião, ter o seu Deus, pois o Deus é único para todos”.
O responsável da paróquia de Caldas da Rainha, faz o balanço após os dez anos de ministério apostólico ao serviço da comunidade, considerando que “se falta alguma coisa nesta paróquia, não é propriamente devoções e grupos, há muitos movimentos, mas sim, estar com Cristo nesta fidelidade à vontade do Pai que nos quer um”. O sacerdote recorda que a sugestão que S. Paulo faz na segunda leitura, “é progredir nos sentimentos de Jesus e cultivar esta resposta à vontade de Deus em família, em co-responsabilidade de uns com os outros e uns pelos outros”. “A nossa vida cristã não se pode confinar a ser fiel para vir à missa ao domingo, ou outras pessoas por devoção todos os dias de semana, isso requer esta tal comunhão e unidade que Jesus nos ensina”, acrescentou o padre Joaquim Duarte.
Considerando a Palavra de Deus como um elemento decisivo na orientação da existência humana, o pároco afirmou que não são só os padres que têm de proclamar e distribuir a Palavra de Deus, mas também todos os batizados detêm esta missão recíproca. Nesta celebração festiva, o sacerdote Joaquim Duarte lembrou que os 6% dos praticantes de missa na cidade de Caldas da Rainha estão longe de cumprir o mandato deixado por Jesus Cristo e a razão pela qual estão empenhados três padres.
O cónego Joaquim Duarte celebra 10 anos como prior ao serviço da paróquia de Caldas da Rainha no próximo dia 28 de Outubro. Referente a esta data solene, o sacerdote realçou que “seria bom que em conjunto tivéssemos a dar graças a Deus pelo sacerdócio e por aqueles que nunca vêm à igreja, aqueles que estão nessa fase de não, porque até não sabem dizer sim, é portanto uma tarefa de todos nós, mas é acima de tudo, uma tarefa de Deus pelo seu Espírito e por estas ajudas de sacramento que somos nós, padres”.
João Polónia/Jornal das Caldas
Padre Luís Pedro toma posse na Paróquia de Santa Catarina
(Foto João Polónia)
O Padre Luís Pedro é o novo pároco da Paróquia de Santa Catarina referente à Vigararia de Caldas da Rainha – Peniche. O cónego Francisco Tito, Vigário Geral, mandatado pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, deu posse ao sacerdote Luís Pedro, no dia 25 de Setembro.
Luís Filipe Nogueira da Fonseca Pedro foi ordenado por D. Manuel Pelino, Bispo da Diocese de Santarém, na Sé de Santarém no ano de 2000. A sua caminhada na formação para o sacerdócio foi administrada no Seminário Patriarcal de Almada, contanto como diretor espiritual o cónego Joaquim Duarte, com quem trabalha atualmente na paróquia de Caldas da Rainha, concluindo no Seminário de Cristo Rei dos Olivais em Lisboa. Nos dois anos após a sua ordenação, foi nomeado vigário paroquial de Almeirim e pároco de Vale de Cavalos; nos anos de 2003 e 2004, pároco de Várzea, Moçarria e Abitureiras, no concelho de Santarém; de 2004 a 2009 exerceu o ministério apostólico “in solidum”, como prior das paróquias de Cartaxo, Almoster, Vale da Pinta, Ereira e Marmeleira pertencentes à Diocese de Santarém. O sacerdote integrou o Secretariado Diocesano de Liturgia como responsável diocesano dos Acólitos, e no ano seguinte como vogal no mesmo departamento.
O padre Luís Pedro transferiu-se como colaborador para a paróquia de Nossa Senhora do Pópulo de Caldas, há um ano, a título expresso de D. José Policarpo, e este ano pastoral integra a equipa sacerdotal na comunidade paroquial de Caldas como coadjutor, juntando-se na mesma função ao padre Miguel Pereira, também na paróquia do Coto. O presbítero detém agora a responsabilidade da Paróquia de Santa Catarina e assume a nova missão como Capelão da Santa Casa da Misericórdia da Benedita.
Para o novo pároco de Santa Catarina, é no “amor sem medida” que Deus tem manifestado maravilhas e que continua a agir intensamente no seu ministério sacerdotal. Com a certeza que Deus só ama quem se sente atraído pelo seu amor, o padre Luís Pedro manifestou o desejo de “partilhar a alegria de ser parte integrante desta comunidade orante, como Pastor e guia”, com todos os presentes na celebração de tomada de posse. Salientou ainda que este amor e dom“são fruto da oração que requer sempre uma aprendizagem longa, uma entrega disciplinada e um amor provocado aos homens e mulheres do nosso tempo”. O sacerdote pediu a Deus, com a intercessão de Santa Catarina, que seja sempre para cada um dos seus paroquianos, “sinal de esperança, Amor e Confiança, pois só assim poderei ser o bom pastor que dá a vida pelas suas ovelhas”.
O presbítero Luís Pedro realçou toda a dedicação e entrega do seu antecessor padre Francisco Cosme prestadas à comunidade paroquial de Santa Catarina, durante os últimos anos, e a disponibilidade visivelmente demonstrada para que, como novo prior fosse bem integrado e acolhido. Saudou as pessoas que vieram das diversas paróquias nas quais o padre Luís serviu, e as que continuará a servir como vigário paroquial (Caldas da Rainha e Coto). Aos formadores de seminário, cónegos Francisco Tito e Joaquim Duarte, ali presentes, demonstrou reconhecimento pelo trabalho, dedicação, oração e testemunho, que lhe proporcionaram ao longo dos anos de ensino. Dirigindo por último aos paroquianos de Santa Catarina, o sacerdote considera estar "apto para convosco continuar a viver Cristo Ressuscitado, num mundo em que cada um de nós necessita de ser sinal e dom daquilo que recebemos no nosso Batismo". O padre Luís Pedro concluiu o seu discurso com uma expressão bem conhecida, extraída do diário de Sebastião da Gama: "Tens muito que fazer? Não, tenho muito que amar".
Nesta cerimónia de tomada de posse estiveram presentes alguns sacerdotes que acompanharam de perto o percurso eclesiástico do padre Luís Pedro, familiares e amigos, Rui Rocha, presidente da Junta de Freguesia de Santa Catarina, a vereadora Maria da Conceição, em representação da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, entre outras instituições de ação social. O dia festivo terminou com almoço-convívio no Centro Pastoral de Santa Catarina.
João Polónia/Jornal das Caldas
Caldas da Rainha comemora o Dia Internacional do Idoso
Cerca de 1000 idosos oriundos das 16 freguesias do concelho das Caldas da Rainha reuniram-se na Mata Rainha D. Leonor para participar no evento comemorativo do Dia Internacional do Idoso que hoje (3 de Outubro) se assinala.
Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Grupo Concelhio de Apoio à Pessoa Idosa e Juntas de Freguesia do Concelho promovem anualmente este evento onde não faltam a animação, convívio e festa. Todavia, a maioria dos presentes elege a missa como o momento mais importante.
“A missa é o que tem mais valor mas o convívio também é muito bonito”, afirma sem hesitações Rosa dos Santos, de A-dos-Francos.
Enquanto se juntava a outros participantes e espalhava pela mesa o farnel que trouxe de casa, deu voz à opinião da maioria dos presentes que “acharam muito bem” as palavras proferidas pelo Padre Filipe, Capelão do CHON, durante a missa campal: “falou que os idosos são um bocadinho desprezados e estes dias servem para chamar a atenção dos familiares e instituições para isso” disse.
Mais adiante, um grupo de quatro amigos almoça animado. Comentam a homília e falam da “receita” para uma vida longa e tranquila.
Para estes dois homens e duas mulheres, todos com mais de 80 anos, “o segredo é não parar, é estar activo, e estarmos bem connosco para vivermos tranquilos com os outros”. Perante o entusiasmo de tais afirmações, parece-nos que esta “receita” é bem capaz de resultar!
Presença habitual neste dia de festa é a deputada e vereadora da Acção Social, Maria da Conceição Jardim. Nas palavras que dirigiu aos presentes enfatizou o papel e o contributo que os idosos tiveram e ainda têm na sociedade, bem como das instituições. “Os momentos difíceis” não ficaram de fora do discurso da autarca que espera que “não recaiam mais dificuldades sobre aqueles que tanto já deram ao país”.
RLO - Rádio Litoral Oeste
Padre Ivo Santos é coadjutor das Paróquias de Óbidos e Serra d'El-Rei
O padre Ivo Santos foi apresentado oficialmente à comunidade inter-paroquial de Óbidos e Serra d'Él-Rei pelo padre Paulo Gerardo, como novo coadjutor, na Eucaristia celebrada na Igreja de Nossa Senhora da Aboboriz em Amoreira, no passado dia 18.
O jovem presbítero ordenado por D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, a 2 de Julho, tem 26 anos e é natural do Carvalhal Benfeito, concelho de Caldas da Rainha, onde recentemente celebrou a sua missa nova.
Nesta celebração estiveram presentes o padre José Miguel Pereira, um dos responsáveis pela formação do jovem sacerdote no Seminário dos Olivais em Lisboa, os colegas seminaristas que acompanharam o seu percurso, destacando a presença de David Palatino, jovem de Óbidos que será ordenado presbítero no próximo ano, paroquianos das comunidades de Algés e Miraflores, onde Ivo Santos iniciou o seu trabalho pastoral, assim como, familiares e amigos de Carvalhal Benfeito entre outras paróquias, que fizeram questão de testemunhar o início da sua nova missão sacerdotal.
O coadjutor Ivo Santos iniciará o seu ministério apostólico nas paróquias de, São Pedro e Santa Maria de Óbidos, Nossa Senhora de Aboboriz da Amoreira, Sagrado Coração de Maria de Olho Marinho, São Sebastião da Serra d'El Rei, São Sebastião do Sobral da Lagoa e Nossa Senhora da Piedade do Vau, pertencentes à Vigararia Caldas da Rainha - Peniche.
João Polónia/Jornal das Caldas
Padre Abel Ferreira nomeado Vigário pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa
O Padre Abel Mateus Ferreira, pároco das paróquias de A-dos-Francos, A-dos-Negros e Landal, foi nomeado novo vigário da Vigararia Caldas da Rainha – Peniche, por D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa.
Segundo Decreto de Nomeação dos Vigários para a Diocese de Lisboa, publicado pelo Patriarcado de Lisboa, após terminado o período de cinco anos, surge a necessidade de nomear novos vigários para o ano pastoral 2011-2012 que se inicia.
Abel Ferreira tem 36 anos é natural do Milharado, concelho de Mafra, e foi ordenado presbítero pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa a 29 de Junho de 2008.
O sacerdote iniciou logo a sua atividade pastoral como pároco de três paróquias, A-dos-Negros do concelho de Óbidos e A-dos-Francos e Landal do concelho de Caldas da Rainha. O presbítero integra também a equipa do programa “Sementes de Vida” da Rádio Litoral Oeste, da responsabilidade das paróquias de Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche, com emissão aos domingos às nove da manhã sobre a atualidade religiosa.
O Patriarcado de Lisboa reestruturou a disposição geográfica das Vigararias da Diocese de Lisboa. Este procedimento consiste na alteração do nome, número e das fronteiras das Vigararias, de modo a responderem melhor às atuais características pastorais da Diocese. No decreto publicado no mês de Julho, é salientado que “a designação numérica das Vigararias torna difícil a sua identificação geográfica e que, por isso, seria melhor designá-las pelo nome de uma sede administrativa incluída no seu território”. Assim, a Vigararia XIV que engloba as paróquias dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche passa a ter a designação de Vigararia Caldas da Rainha – Peniche.
A Vigararia Caldas da Rainha – Peniche, passa a ser a vigararia detentora de mais paróquias a nível da Diocese de Lisboa, contabilizando o total de 25 comunidades paroquiais, com a recente transferência da paróquia de Salir do Porto que pertencia à Vigararia Alcobaça – Nazaré.
João Polónia/Jornal das Caldas
Padre João Vergamota despede-se das Paróquias de Óbidos e Serra d'El-Rei
O padre João Vergamota despediu-se das paróquias de Óbidos e Serra d’El-Rei, na última celebração eucarística que presidiu, em serviço paroquial, no Santuário do Senhor Jesus da Pedra em Óbidos, no passado dia 10.
O sacerdote exerceu o seu ministério sacerdotal como vigário paroquial durante os últimos três anos, nas comunidades paroquiais de, Nossa Senhora de Aboboriz de Amoreira, Santa Maria e São Pedro de Óbidos, Sagrado Coração de Maria de Olho Marinho, São Sebastião de Serra d’El-Rei e Sobral da Lagoa, e Nossa Senhora da Piedade do Vau.
Na homilia da Eucaristia de despedida à comunidade inter-paroquial de Óbidos e Serra d’El-Rei, o presbítero João Vergamota apoiado na liturgia dominical afirmou que “a Palavra de Deus deste domingo volta o nosso olhar para a distância que vai da terra ao Céu, para assim percebermos a grandeza do Amor de Deus, da sua misericórdia e do seu perdão!”. “Talvez a nossa ainda não chegue à Ponte do Arnóia, mas confiados em Deus queremos sempre esticar mais a nossa medida, até que ela coincida com a medida de Deus, sem limites!”, acrescentou o sacerdote. Apoiado na segunda leitura e através das palavras de São Paulo, o padre João revê tudo o que pretende transmitir à assembleia presente e desafia a evangelizarem e serem instrumento ao serviço de Deus, “a todos quantos me deram a alegria da sua colaboração nestes anos; crianças, jovens e mais velhos, aos que acompanhei na catequese e no grupo de jovens, aos que foram às Jornadas Mundiais da Juventude, aos Escuteiros, às famílias, aos doentes, aos que estão sós, aos que estão mais perto da fé e aos que estão mais afastados, instituições civis, militares e autárquicas, Santa Casa da Misericórdia e demais associações destas freguesias, inúmeros paroquianos; gostava de vos deixar estas palavras «Irmãos: Nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum de nós morre para si mesmo. Se vivemos, vivemos para o Senhor, e se morremos, morremos para o Senhor. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor. Na verdade, Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos vivos e dos mortos»”.
O padre João Vergamota quando entrou nas paróquias de Óbidos e Serra d’El-Rei, assegurou que “o que mais desejava era ajudar, amar mais a Cristo e à Igreja”. Recordando esta afirmação, o presbítero confia no Senhor para que tenha sido assim, e que continue a ser pelas mãos de todos os sacerdotes que passem por estas comunidades paroquiais. Deixou o agradecimento pelo acompanhamento destes três anos e tudo o que pôde aprender, ao pároco padre Paulo pelo seu testemunho de entrega ao serviço a Deus na sua Igreja, bem como dos diáconos Maximino e Raúl. A todos agradeceu a presença e a amizade demonstradas ao longo dos três anos de serviço paroquial. Referindo-se aos jovens e adultos que o acompanharam às Jornadas Mundiais da Juventude realizadas recentemente em Madrid, afirmou “penso que é um bom lema de vida o que o Santo Padre nos propôs nas Jornadas: «Firmes na fé, enraizados em Cristo!». “Há por vezes tendência a afastarmo-nos da fé à medida que crescemos, ou vamos para a universidade, porque o ambiente à volta é hostil, e nós vamos enfraquecendo a luz que nos ilumina, às vezes pressionados por aqueles que nos querem fazer crer que ter fé é ser «mais ou menos» tonto, mas nós vimos em Madrid que não é assim!”, salientou o padre João. O sacerdote referiu ainda que “viver na amizade como Jesus é o melhor que nos pode acontecer, e abre os horizontes da nossa inteligência”. O presbítero apelou a todos aqueles que percebem que Cristo os chama a uma vida consagrada no sacerdócio, na vida religiosa, nas missões, que respondam generosamente, como Nossa Senhora, “não há melhor do que entregarmo-nos confiantes à missão a que o Senhor nos chama”. Aos que são chamados ao Matrimónio, o sacerdote recomenda que comecem a preparar com oração e formação na fé, a fim de um dia virem a constituir uma família cristã, “verdadeira Igreja doméstica, onde se reza, onde se está aberto à vida e se vive a fidelidade do próprio Deus”.
O jovem sacerdote João Vergamota destacou a importância destes últimos três anos na sua primeira paróquia, após a ordenação sacerdotal, os quais, foram sentidos cheios de graças de Deus, umas mais visíveis e vividas universalmente, como o Ano Paulino, o Ano Sacerdotal com a peregrinação da Imagem de Cristo Sacerdote pelas paróquias onde iniciou a sua atividade pastoral, as Jornadas Mundiais da Juventude, a Viagem Apostólica do Papa Bento XVI a Portugal em 2010, entre outras guardadas na vida de tantas pessoas e na sua também.
D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, irá dar posse como pároco ao padre João Vergamota na paróquia de Encarnação em Mafra, no próximo dia 25 de Setembro pelas 16h00, seguido de convívio paroquial.
João Polónia/Jornal das Caldas
D. José Policarpo comemorou em Alvorninha o 50º aniversário de ordenação sacerdotal
O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, no passado sábado em Alvorninha, criticou os grupos de classe a fazerem reivindicações contra as medidas impostas pela troika e apelou para que "o interesse nacional esteja acima dos interesses individuais".
Para D. José Policarpo, Portugal tem de ultrapassar este momento de crise, "dando as mãos, procurando o bem de Portugal e não o bem de cada grupo e de cada pessoa". "Está a fazer-me muita confusão ver neste anúncio das medidas difíceis que nos foram impostas por quem nos emprestou dinheiro, que os grupos estejam a fazer reivindicações grupais, de classe. Não gosto", desabafou o Cardeal Patriarca de Lisboa. "Temos que dar as mãos e procurar o bem de Portugal e não o de cada grupo e de cada pessoa", salientou D. José Policarpo na homilia da missa que celebrou no Pavilhão Gimnodesportivo de Alvorninha que assinalou os seus 50 anos de sacerdócio.
No final da celebração, destacou o papel da liturgia como "fundamental para a igreja". Em declarações à imprensa D. José Policarpo disse que "a liturgia não é separável" do papel da igreja e do mundo numa altura em que a caridade é o grande desafio".
O Cardeal Patriarca disse ainda que a igreja, "sem querer sustituir ninguém", tem"um papel a exercer" como "organização da sociedade civil mais significativa, com mais estruturas e mais capacidade de resposta" numa altura em que importa "pedir e anunciar a generosidade e a esperança". Segundo D. José Policarpo, Portugal tem que vencer a crise que teve como causa a conjuntura económica mundial, europeia e também a má governação.
Apelou ainda que o País ultrapasse este momento difícil "em diálogo com os outros países".
O Cardeal Patriarca de Lisboa falou perante 800 pessoas de Alvorninha, a sua terra natal e recebeu durante o seu jubileu sacerdotal, a algumas prendas e alguns discursos marcantes.
A prenda que mais se destacou foi uma imagem de Santo António de Cerâmica que foi desenhada há mais de cem anos por Rafael Bordalo Pinheiro. A prenda foi oferecida por Fernando Costa, presidente da Câmara das Caldas da Rainha. O Patriarca foi muito saudado pelo presidente da Junta de Alvorninha, Vergílio Leal dos Santos que frisou que "Alvorninha é conhecida em todo o Mundo devido ao D. José Policarpo que nunca escondeu as suas origens".
No final da iniciativa, houve muitos cumprimentos a D. José Policarpo. Uma amiga do Cardeal recordou alguns momentos da vida de José Policarpo referindo que quando padre ele e a sua família "vinham sempre à missa a Alvorninha, fazendo o caminho a pé e chegavam sempre cedo para conversar com a população, mostrando assim o seu carácter de ajuda e de saber ouvir as pessoas".
Carlos Barroso/Jornal das Caldas
Padre Borga ajuda construção da nova igreja das Gaeiras
O Jardim do Convento de S. Miguel, na vila de Gaeiras, acolheu no dia 6 de Agosto, um concerto com o Padre Borga. A primeira parte do espectáculo contou com a actuação das Vamp.
Pretendeu-se, com esta iniciativa, angariar lucros para a construção da nova igreja das Gaeiras. Houve também um sorteio de peças de cerâmica.
O espectáculo foi organizado pela Junta de Freguesia das Gaeiras, paróquia de S. Pedro e Município de Óbidos.
Jornal das Caldas
Padre Joaquim Nazaré completa bodas de prata sacerdotais
“É preciso ser humilde para compreender o Ministério de Deus, para o receber, para o assimilar e para o viver, esta é a dinâmica essencial da espiritualidade. As realidades da fé e espirituais humanas da nossa vida, só são plenamente compreensíveis na espiritualidade divina”. A afirmação é do padre Joaquim Nazaré, na celebração eucarística comemorativa dos seus 25 anos sacerdotais, que presidiu na igreja paroquial de Santa Catarina em Caldas da Rainha, no mês de Julho.
Na homilia desta celebração, o padre Joaquim Nazaré sublinhou a importância da dimensão do coração na vertente humana e espiritual, como “um desafio na amizade, no amor fraterno e na oração”. “A expressão do amor tem múltiplas dimensões: na dimensão humana e também na dimensão da fé, ambas, sem o amor de Deus a vida não tem sentido”, acrescentou.
O sacerdote Joaquim da Nazaré Domingos, natural da Cumeira de Santa Catarina, concelho de Caldas da Rainha, no ano de 1987 recebeu a nomeação expressa de capelão militar por D. António Ribeiro, Cardeal-Patriarca de então, desempenhando ao mesmo tempo, a função de Assistente Eclesiástico do Núcleo Escutista do Oeste, que compreende os concelhos de Alcobaça, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Mafra, Nazaré, Óbidos, Peniche e Torres Vedras, com um efectivo de 2.445 escuteiros recenseados. O presbítero não se limitou à área da animação espiritual, tendo-se envolvido em diversos projetos do Escutismo do Oeste, como, por exemplo, no Centro Escutista do Oeste localizado em Salir do Porto.
Em 2002, a Conferência Episcopal Portuguesa nomeou-o novo Assistente Nacional do Corpo Nacional de Escutas (CNE), cujas principais competências delegadas, consistiam em representar a Igreja na maior associação de juventude portuguesa e superintender a animação da vivência espiritual das dezenas de milhares de escuteiros católicos em actividade, de norte a sul do país e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
Após dezoito anos a exercer o seu serviço pastoral na Escola de Sargentos do Exército (ESE) de Caldas da Rainha, segue-se o Colégio Militar e o Instituto de Odivelas, e posteriormente, até ao momento, na Base Naval de Lisboa em Alfeite.
O dinamismo, a dedicação, o apoio individualizado, a disponibilidade e o conhecimento psicológico dos jovens, tornaram a ação do padre Joaquim Nazaré, não só reconhecida no Oeste, como também a nível nacional.
Na Eucaristia comemorativa das bodas de prata sacerdotais que presidiu em Santa Catarina, o presbítero Joaquim Nazaré recordou as pessoas que já partiram e que fizeram parte, de um modo especial, do seu itinerário humano, de fé e de vida sacerdotal. Concelebraram nesta celebração, o pároco Francisco Cosme, padre Alberto Teixeira Dias e padre Maximino Salvador, que trabalharam e colaboraram na última década com o padre Joaquim Nazaré, entre outros sacerdotes que acompanharam de perto o seu percurso eclesial. O aniversariante agradeceu ainda a presença de conterrâneos, paroquianos, amigos e membros do movimento das Equipas de Casais de Nossa Senhora do Sector de Caldas da Rainha, o qual mantém a direcção espiritual conjugal.
O dia festivo terminou com um almoço no Centro Pastoral de Santa Catarina.
João Polónia/Jornal das Caldas
Padre Ivo Santos celebra missa nova no Carvalhal Benfeito
Cerca de duas mil pessoas rumaram à paróquia de Nossa Senhora das Mercês no Carvalhal Benfeito, em Caldas da Rainha, no passado dia 10, para testemunhar a primeira eucaristia presidida pelo padre Ivo Santos, um dos cinco novos presbíteros da Diocese de Lisboa, que recentemente foram ordenados no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa.
Ivo Santos tem 26 anos e é natural das Antas, lugar da paróquia do Carvalhal Benfeito. Cresceu num ambiente rural e os pais sempre se dedicaram à agricultura. O fascínio por querer seguir Jesus não aconteceu de um momento para o outro, foi um crescimento e uma caminhada. Ivo Santos, quando era criança, frequentou a catequese na Capela das Antas, mas “não pensava na hipótese de seguir o Senhor totalmente, em ser padre, foi a partir dos 14/15 anos que essa questão foi começando a surgir”, revelou.
Entrou para o Pré-Seminário a convite do seu pároco de então, padre Alberto Teixeira Dias, que lhe recomendou a participação num campo de férias. Foi através deste desafio que “percebi que teria uma vocação na Igreja e que Deus me reservava um projecto para a minha vida”, afirmou o jovem Ivo. Durante os quatro anos que permaneceu no Pré-Seminário, “o Senhor foi-me chamando pouco a pouco, recordo a importância da oração e do fazer silêncio, que não estava habituado. Por vezes o silêncio que surgia desses encontros, parecia brotar um desejo de me querer configurar a Jesus e segui-lo”, afirmou Ivo Santos.
Ivo assumiu algumas funções na sua paróquia: no grupo de acólitos, no grupo de jovens e ao dar catequese, com o tempo, foi amadurecendo a pergunta: “Será que Ele me chama a algo mais?”.
Aprofundou este chamamento no Seminário Maior dos Olivais nos últimos anos, encontrando respostas às suas interrogações. Para o jovem Ivo, os três anos iniciais de seminário “foram a descoberta daquilo que o Senhor quer para nós; estes últimos quatro foram vividos numa perspectiva de uma resposta já confirmada”.
Na homilia da missa nova, o padre Ivo Santos realçou a importância da Palavra de Deus, pois “através dela o homem pode frutificar em abundância na sua vida”. “O Senhor deseja que o coração de cada um seja este terreno fértil onde se pode encontrar com Ele. O coração é o lugar da sua revelação, não é necessário procurar mais. Este terreno fértil foi-nos dado pelo Senhor e a semente colocada no dia do nosso baptismo, de modo que temos dentro de nós uma planta que deseja desabrochar e como consequência florir e perfumar a nossa vida com a fragrância do amor de Deus”, afirmou o sacerdote.
Estiveram presentes neste acontecimento, Maria João Querido e Vergílio Santos, presidentes da Juntas de Freguesia de Carvalhal Benfeito e Alvorninha, respectivamente, a vereadora Maria da Conceição Pereira, da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, representação dos Bombeiros Voluntários de Caldas da Rainha, assim como sacerdotes, familiares e amigos que acompanharam de perto o percurso deste novo presbítero. Prestaram apoio na celebração os Agrupamentos de Escuteiros do Vimeiro e Óbidos.
O padre Ivo Santos irá futuramente desempenhar a função de vigário nas comunidades paroquiais de São Pedro e Santa Maria de Óbidos, Nossa Senhora de Aboboriz da Amoreira, Sagrado Coração de Maria de Olho Marinho, São Sebastião da Serra d’El Rei, São Sebastião do Sobral da Lagoa e Nossa Senhora da Piedade do Vau.
João Polónia/Jornal das Caldas
Encontro do Sector da Pastoral Familiar em Tornada
“Mobilizar as famílias para a criação de um forte sentido de anunciar a Fé em Cristo à luz da Nova Evangelização”, foi o objectivo do encontro promovido pelo Sector da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa, destinado às famílias cristãs da Diocese, que teve lugar no Centro Pastoral da Paróquia de Nossa Senhora da Anunciação de Tornada no passado domingo.
Subordinado ao tema “A Evangelização começa na Família”, o encontro teve início com a Eucaristia paroquial presidida pelo padre Rui Gregório, com a celebração de um baptismo, seguido de
almoço partilhado.
Da parte da tarde foram abordados os temas “Famílias numa dinâmica de Evangelização”, “A catequese doméstica”, “Os valores cristãos” e “Palavra de Deus no diálogo com o Mundo”. A
conferência foi orientada pelo presidente deste sector, Diácono José Paulo Romero, com intervenção de Ganhão Pereira, director do Sector da Pastoral Social do Patriarcado de Lisboa,
pronunciando-se sobre os Valores Cristãos, apontando alguns exemplos e situações de partilha, como um dos valores fundamentais do cristão.
Esta conferência contou ainda com a especial participação do Diácono Ivo Santos, da Paróquia de Carvalhal Benfeito, da Vigararia XIV, que será ordenado sacerdote no próximo sábado no
Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.
“O facto de ter sido celebrado um baptismo durante a manhã foi importante para sublinhar o grande trabalho de casa que é entregue aos pais, avós, padrinhos e à família em geral na
educação cristã das crianças, sendo esse o compromisso que assumem quando pedem o baptismo à Igreja”, afirmou o diácono José Paulo Romero. O presidente do sector da pastoral familiar considerou
bela e importante a forma como os presentes acolheram o diácono Ivo, “unidos em oração, calorosamente lhe apresentaram os maiores votos de êxitos nos trabalhos pastorais que vai assumir como
presbítero”, revelou.
O encontro terminou com um breve lanche num fraterno convívio de famílias. A organização mostrou-se sensibilizada e agradece a generosidade dos paroquianos e participantes que acolheram
este evento.
João Polónia/Jornal das Caldas
Jovens e adultos recebem o Sacramento do Crisma
Oitenta e cinco membros das paróquias de Caldas da Rainha, Coto e São Gregório, foram confirmados na fé pelo cónego Álvaro Bizarro, com delegação do Cardeal-Patriarca de Lisboa, que pela primeira vez visitou a cidade caldense. A celebração decorreu na igreja paroquial de Caldas da Rainha no passado Domingo de Pentecostes, dia em que a Igreja católica celebra o momento da descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos.
David Ferreira tem 16 anos, é da paróquia de Nossa Senhora do Pópulo de Caldas da Rainha e recebeu o dom do Espírito Santo que, afirma ser um incentivo acrescido para continuar a sua caminhada, apelando à evangelização. “Acho que é um acontecimento muito importante, que marca e transforma a vida de qualquer pessoa a nível espiritual e por isso é motivo de grande alegria”, afirmou. David cresceu no seio familiar a ouvir falar de Deus, os seus pais pertencem às Equipas de Nossa Senhora, movimento católico de espiritualidade conjugal, a avó é catequista e desde criança frequentou a catequese até completar o percurso habitual dos 10 anos. “Fiz esta caminhada, até ao 10º catecismo, foi longa, com alguns percalços. É difícil caminhar na fé, por isso, há que continuar a lutar e com a ajuda de Deus encontrar respostas às questões da minha vida. O ano passado, tive a oportunidade de integrar as Equipas de Jovens de Nossa Senhora, onde até ao momento, tenho conseguido partilhar e aprofundar a minha fé”, manifestou.
Carlos Xavier, de 66 anos, foi também confirmado na fé nas Caldas da Rainha, mas vem de um grupo diferente, o grupo de adultos. Segundo conta, após algum tempo de ausência decidiu retomar à vida cristã. Considera que a sua família teve um papel importante, mas afirma que a sua decisão deve-se à iniciativa própria. A concretização do Crisma “tem significado na resolução que tomei, da minha reaproximação à Igreja. Ao fim de alguns anos, que não acaba mas que culminou com este Sacramento de fé, de carácter em relação àquilo que nós acreditamos – o caminho para a vida eterna, na fé em Deus e em Jesus Cristo. A minha família sempre foi ligada à Igreja, os meus filhos foram acólitos e a minha esposa e nora pertencem a grupos corais da paróquia. Mas esta resolução foi apenas e exclusivamente minha”, referiu. Carlos Xavier realçou ainda o contributo muito positivo que recebeu da parte do pároco Joaquim Duarte, nesta sua decisão, apesar de às vezes discordar com algumas das opiniões do sacerdote.
Na homilia da celebração, o cónego Álvaro Bizarro desafiou os crismandos a evangelizarem e serem instrumento ao serviço de Deus: “Beneficiados pelo Espírito Santo, pedimos e recebemos a paz e a missão. Exprimimos na oração, na liturgia, também na caridade e no serviço aos mais pobres, mas não descansamos enquanto cada habitante desta cidade, não acolher o dom do Senhor, não conhecer o nome de Jesus e não o servir. Temos consciência do tesouro que transportamos, o único e o mesmo Jesus e possuímos um bem extraordinário para oferecer ao mundo. Como dizia o nosso Papa Bento XVI, «Jesus só ofereceu Deus ao mundo, a Igreja não tem mais nada, senão Deus para oferecer ao mundo!»”.
João Polónia/Jornal das Caldas
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